5 informações sobre a fertilização in vitro que você precisa saber
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- Redação RS
- 12 de maio de 2021
- Saúde
Já faz 43 anos que a primeira fertilização in vitro foi realizada, aqui no Brasil ela chegou em 1983 e desde então se tornou um método bastante utilizado para o tratamento da reprodução humana assistida, ou seja, quando casais precisam de ajuda na hora de gerar uma nova vida.
Existem muitas técnicas dentro do protocolo de fertilização in vitro, dentre elas: fertilização in vitro com diagnóstico genético, um método que permite o estudo de alterações genéticas e cromossômicas no embrião antes da implantação do útero.
Apesar desse método ser bastante popular entre as pessoas, existem muitas dúvidas sobre a fertilização in vitro. Hoje iremos trazer algumas informações sobre o procedimento e responder os principais questionamentos.
O que é fertilização in vitro?
A fertilização in vitro (FIV) ou bebê de proveta como também é conhecido, é um procedimento que tem como principal objetivo tornar possível a reprodução humana em pessoas que possuem algum tipo de dificuldade. Nele o embrião é formado em laboratório a partir da fecundação do óvulo pelo espermatozoide. Após o processo de fertilização e o crescimento do embrião, feito na incubadora, ele é transferido para o útero da mãe.
Existem diversos tipos de fertilização in vitro, porém hoje o mais utilizado é a ICSI (do inglês, Intracitoplasmatic Sperm injection – Injeção Intracitoplasmática de espermatozoides), esse método dá-se por meio da seleção do espermatozoide para que ele seja injetado, através de agulhas específicas, no óvulo. O indicado é que ele seja feito por um microscópio que maximiza o tamanho do espermatozoide, o deixando 400 vezes maior que o seu tamanho normal.
Para quem é indicado esse tipo de tratamento?
A fertilização in vitro é indicada para qualquer casal que tenha algum tipo de dificuldade na hora de engravidar. O problema pode ser causado por diversos motivos, desde o avanço da idade materna, até problemas de produção do esperma pelo homem.
Mulheres que possuem algum problema na produção de óvulos, também procuram bastante pela fertilização in vitro. Geralmente elas buscam por possíveis doadoras, para poder realizar a fecundação com um gameta masculino para que assim ele seja gerado em seu próprio útero.
Casais homossexuais têm buscado bastante por esse tipo de procedimento. No caso de coisa do sexo masculino, é preciso encontrar uma mulher que possa servir como voluntaria para receber o embrião fecundado em seu útero.
Quais são as orientações e cuidados ao receber os gametas fecundados?
Para a mulher que for receber os gametas fecundados no laboratório, é extremamente importante que ela siga algumas orientações e cuidados necessários para sua própria saúde, tais como:
- não fumar;
- reduzir a ingestão de bebidas alcoólicas;
- ter uma alimentação saudável e equilibrada;
- ingerir suplementos de ácido fólico.
Quais são as principais etapas da fertilização in vitro?
O método inclui a manipulação dos gametas, masculino e feminino, para assim viabilizar a fecundação fora do útero materno. Logo após essa junção entre o óvulo da mulher e o espermatozoide do homem, forma-se o zigoto e, logo depois o embrião, que permanece em uma incubadora por alguns dias até ser inserido no corpo da mulher.
Contudo, além de todo esse processo, existem outras etapas cruciais que devem ser seguidas tanto para preparação, acompanhamento, como para controle.
- Estimulação Ovariana: feita por medicamentos que auxiliam o processo para que haja o crescimento dos folículos, logo a possibilidade de produzir mais óvulos no mesmo ciclo;
- Acompanhamento ultrassonográfico: logo após a primeira injeção, começa o monitoramento do crescimento do folículo por meio do ultrassom transvaginal, de modo a auxiliar o profissional no ajuste dos medicamentos e dosagens;
- Coleta de óvulos: é necessário nessa etapa que a paciente passe por uma consulta para avaliar se tem algum tipo de alergia ou interações medicamentosas. Feito isso, ela é levada sedada a realização da coleta dos óvulos, feito por uma agulha fina guiada por um ultrassom transvaginal, de modo a alcançar os ovários e chegar até os folículos. Todo o equipamento vai estar ligado a uma bomba de sucção, com pressão controlada, para que a coleta seja feita com o cuidado necessário para não danificar os óvulos. Após a coleta eles são encaminhados ao laboratório para avaliação e preparo para receber os espermatozoides, ou para congelamento, se for o caso;
- Transferência dos embriões: após a fertilização, os embriões são monitorados todo o dia para que seja feita a escolha dos melhores para a transferência, que pode acontecer entre 2 a 6 dias. Depois disso, a paciente comparece à clínica, para que os embriões sejam transferidos para o útero através de um cateter fino e flexível, com duração em média de 10 a 15 minutos. É recomendado que a paciente repouse e evite qualquer tipo de atividade, incluindo relações sexuais;
- Teste de gravidez: depois de 14 dias da realização do procedimento de transferência, a paciente pode fazer a dosagem do beta HCG para saber se todo o processo deu certo. Caso o resultado seja positivo, é preciso agendar uma consulta com o médico para a realização de um ultrassom para confirmar a gravidez clínica.
O que é Fertilização in vitro com diagnóstico genético?
O método de fertilização in vitro com diagnóstico genético, que também é conhecido como PGD (Diagnóstico Genético Pré-Implantacional), tem como intuito prevenir para que o embrião transferido não tenha nenhuma alteração genética. O procedimento vem se aprimorando a cada dia e tem fornecido informações importantes na hora de identificar quais embriões apresentam anomalias genéticas e quais alterações são essas.
A fertilização in vitro com diagnóstico genético além de ser uma técnica que ajuda para que os casais tenham escolhas mais conscientes, ela facilita a identificar algum tipo de doença genética quando na família já existe algum tipo de caso da doença.
Neste segundo caso, os casais que optam por esse tratamento não apresentam infertilidade, mas são portadores de doenças genéticas, ou seja, eles aproveitam a fertilização in vitro com diagnóstico genético para investigar se existe algum tipo de mutação no embrião e descobrir se ele tem alguma hipótese de desenvolver a doença em questão.
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